Até hoje não tinha mais visitado esse espaço por acreditar que não adiantaria escrever mais nada se não consigo, de fato, provocar uma mudança real em minha vida.
Um mundo dividido, emoções boas e ruins, um turbilhão em minha volta.
Como fazer? Será que vou acordar? Me sinto tonta...
Sentimentos bons e ruins me rondam e me levam pra frente e pra trás como se fosse um naufrágo.
Às vezes me dá alívio e há horas que sinto um desespero enorme em saber que lutei tanto por algo que já estava perdido, por uma pessoa que preocupa-se apenas consigo mesma e não interessa os sentimentos daqueles que os rodeiam.
Como pude ser insensível a mim mesma não deixando-me emxergar que estava a beira do abismo. Que este amor me consumia como um incêndio que acaba com centenas de casas em apenas uma noite.
Como posso ainda chorar por alguém que minha existência representa um nada.
Mas tenho lágrimas... E isso me entristece... Saber que ainda sinto amor por alguém que só me dedicou ódio, humilhação, egoísmo, etc.
Não o culpo, talvez esperei mais do que aquilo que ele poderia me dar... do que poderia me dedicar.
Não acordei a tempo de saber que estava caindo em uma cilada e que, apesar do tempo me mostrar tudo isso, continuava a adubar uma árvore que jamais daria frutos e flores. Estou colhendo espinhos... daqueles que parecem ser tão pequenos que não vão machucar, mas quando pega em nossa pele o sangue goteja na mesma hora.
Uma dor profunda... Uma luta por nada. Um amor por nada...
Como me reencontrar? Meu Deus, por que não fala comigo? Eu já lhe pedi, já lhe implorei. SErá que sou tão pequena que você não me vê? Minha dor é maior que minha existência.
Muito tempo sem escrever aqui, é que estou acostumada as esferográficas. Essa vida multimídia me cansa.
Vou comprar um novo diário. Queimei quatro deles esses dias, uns tinham quase vinte anos. Não quero ninguém fuçando na minha vida. Vou voltar ao diário antigo, mas desta vez ele terá um cadeado e outrem jamais se habilitará em desvendar minha vida sem minha permissão.
Se eu não deixar, não entre. Você não é meu convidado.
Dor profunda. Me enganei. Um amor de quando eu tinha 17 anos morreu. Morreu dentro de mim. Estava sem estágio terminal e o último aparelho que o mantinha vivo foi desligado.
Vou conviver com isso, com essa ausência, com essa lacuna.
Mas vou sobreviver...
Deus dá pra me ouvir!!!!!!!!!!
Até.
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