Seguidores

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

35 anos


Esta semana completei 35 anos e me surpreendi com a enxurrada de decepções que tive. Primeiro saber que cada dia mais a pessoa a quem tenho me dedicado não considera absolutamente nada daquilo que vivemos. Ao contrário, ela me vê apenas como um 'brinquedo' onde apenas ela pode brincar, e nada mais.
Segundo, como é difícil manter a amizade sincera das pessoas. Elas têm sua própria vivência, seus valores e, às vezes, uma forma deturpada de analisar o próximo.
Sem contar o ambiente de trabalho cada dia mais rude, onde há uma disputa sem sentido e pessoas se fazendo de vítima, mas que no íntimo gostariam de te ver bem longe. Ora, o único objetivo é cumprir a função, melhorar a cada dia, agregar qualidade e valores, com os quais a maioria sai ganhando. Mas, aos olhos, daqueles que não conseguem produzir mais do que simples releases diários, isso não é uma obrigação, é querer 'ser mais que outro'. Aff! Não aguento tanta falta de profissionalismo.
Acredito que tenho que romper barreiras, tentar evoluir de alguma forma. Dar um novo rumo à minha vida. Quero poder contar com alguém ao meu lado, que queira lutar, rir, chorar, dormir, acordar juntos. Sei que neste mundo atual é cada vez mais difícil manter um relacionamento onde os objetivos pessoais são cada vez mais latentes e os comuns se tornam segunda opção. Não quero uma pessoa que viva para mim, mas que viva comigo. Que me ensine a conviver, sem que necessariamente eu tenha que abrir mão de ser eu, sem que tenha que ficar preocupada apenas em agradar, em escolher palavras que devam ser ditas, etc.
Estou perdendo minhas forças e meu amor também. Este último tem sido substituído pela angústia, medo, desconfiança, abandono, cansaço, etc. Sou cheia de defeitos, mas acredito que acabei dedicando tanto tempo a outra pessoa que esqueci de cuidar de mim e tentar minimizar os meus tropeços. É como se eu estivesse participando de uma grande maratona, mas ao final, percebo que estava na prova errada.
Estou chegando a ponto se ser cética, aos 35 anos o amor por um homem não existe mais (e vice-versa). Apenas pelos filhos. Não se pode confiar, acreditar, achar que outra pessoa pode apoia-la em determinada tarefa (ainda bem que eu nunca fiquei doente a ponto de precisar algo dele, senão estava perdida). Aí perguntam: Por que as mulheres a cada dia escolhem viver sem marido? Não basta ter um homem apenas pra dizer que não é só, apenas as medíocres se contentam com isso. Poucas são as que realmente encontram homens especiais que possam protege-las de algo. Acho que no fundo queremos que alguém nos coloque como dependentes no convênio médico, na declaração do imposto de renda e diga: Você mata um leão todo dia, deixa que hoje eu mato pra você e te trago a carne (coisa bem pré-histórica ....).
Choro muito, perco o sono, mas nunca a esperança de que algo de bom ainda vai acontecer na minha vida.

sábado, 17 de outubro de 2009

Dor profunda

Até hoje não tinha mais visitado esse espaço por acreditar que não adiantaria escrever mais nada se não consigo, de fato, provocar uma mudança real em minha vida.
Um mundo dividido, emoções boas e ruins, um turbilhão em minha volta.
Como fazer? Será que vou acordar? Me sinto tonta...
Sentimentos bons e ruins me rondam e me levam pra frente e pra trás como se fosse um naufrágo.
Às vezes me dá alívio e há horas que sinto um desespero enorme em saber que lutei tanto por algo que já estava perdido, por uma pessoa que preocupa-se apenas consigo mesma e não interessa os sentimentos daqueles que os rodeiam.
Como pude ser insensível a mim mesma não deixando-me emxergar que estava a beira do abismo. Que este amor me consumia como um incêndio que acaba com centenas de casas em apenas uma noite.
Como posso ainda chorar por alguém que minha existência representa um nada.
Mas tenho lágrimas... E isso me entristece... Saber que ainda sinto amor por alguém que só me dedicou ódio, humilhação, egoísmo, etc.
Não o culpo, talvez esperei mais do que aquilo que ele poderia me dar... do que poderia me dedicar.
Não acordei a tempo de saber que estava caindo em uma cilada e que, apesar do tempo me mostrar tudo isso, continuava a adubar uma árvore que jamais daria frutos e flores. Estou colhendo espinhos... daqueles que parecem ser tão pequenos que não vão machucar, mas quando pega em nossa pele o sangue goteja na mesma hora.
Uma dor profunda... Uma luta por nada. Um amor por nada...
Como me reencontrar? Meu Deus, por que não fala comigo? Eu já lhe pedi, já lhe implorei. SErá que sou tão pequena que você não me vê? Minha dor é maior que minha existência.
Muito tempo sem escrever aqui, é que estou acostumada as esferográficas. Essa vida multimídia me cansa.
Vou comprar um novo diário. Queimei quatro deles esses dias, uns tinham quase vinte anos. Não quero ninguém fuçando na minha vida. Vou voltar ao diário antigo, mas desta vez ele terá um cadeado e outrem jamais se habilitará em desvendar minha vida sem minha permissão.
Se eu não deixar, não entre. Você não é meu convidado.
Dor profunda. Me enganei. Um amor de quando eu tinha 17 anos morreu. Morreu dentro de mim. Estava sem estágio terminal e o último aparelho que o mantinha vivo foi desligado.
Vou conviver com isso, com essa ausência, com essa lacuna.
Mas vou sobreviver...
Deus dá pra me ouvir!!!!!!!!!!

Até.