Seguidores

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Vai embora... se reencontre

Passar por um processo de separação nunca é fácil, muitas vezes amamos tanto a pessoa que não entendemos o que aconteceu para a relação acabar. No entanto, o pior é passar por uma separação em que 80% do relacionamento foi de dor, tentativas frustradas, choro e ainda assim se sentir culpada pelo fim.
Parte daquilo que se entendia se desmorona e você sai sem nada, sem você mesma. As marcas deixadas de um relacionamento abusivo em que a outra pessoa entende como amor o fato de subjulgar o parceiro, desdenhar, distratar, desrespeitar e achar que o parceiro tem apenas que atender às suas necessidades, sem se preocupar ou fazer o mínimo para que o outro seja feliz... Assim há alguns meses eu saí, consciente de tudo que me fez mal, de tudo que por 11 anos não agregou nada em minha vida.
Um amor cego, que só insistia em nadar contra a correnteza com a ilusão de que uma hora as águas estariam calmas e poderia aproveitar tudo de bom que acreditei que um relacionamento pode trazer, mas não, a calmaria era em poucos momentos, e, em grande parte deles, promovida por mim, pela minha resiliência.
Nesses onze anos eu acreditava em um amor que criei apenas na minha cabeça e sei sim como é difícil sair desse relacionamento, você ama, não importa o que aconteça. Ele te machucou... ahh, ele estava nervoso. Ele te bateu... você quem provocou. Ele te menosprezou... oras você já não é tão bonita. Ele tirou sarro de você... talvez você não seja tão inteligente... e por aí vai.
Isso independe de escolaridade, condição financeira... e o pior... você começa a ser julgada pelos outros. Como se mantém nisso? Como deixa ele fazer isso com você? Por que você tão bonita ainda continua com esse cara? Mas ele é tão legal!!! Legal com os outros, mas você sente no olhar diário que com você não é bem isso...
Você que sempre procurou por um olhar de cumplicidade, de admiração, de entendimento simplesmente não encontra... mas ainda assim pensa, tá lá no fundo.
É tá lá no fundo e aparece em um momento e de uma forma que te amedronta. Um amor que até então não era demonstrado, mas quando se mostra você percebe o quanto é terrível e aprisionador, chega a te sufocar. Aí você não sabe o que é pior, se a maneira como era antes (e que te causou tantas feridas) ou desta (que pode te machucar igualmente).
Neste meio tempo você já não sabe mais quem é... vai embora... precisa de reconhecer, se reconstruir, se rever, se reencontrar ... isso vai embora... depois a gente vê o que faz...

sábado, 6 de outubro de 2018

Acreditei que tinha amigos,mas o que eu tinha eram muitos conhecidos

Quando você abre os olhos e quer romper ciclo da violência doméstica acaba sendo a vilã da história. Ahh! Mas ele melhorou e agora você não quer mais? Ele é tão legal,comunicativo com todos, acho que você está exagerando! Agora que você 'consertou' ele, vai deixá-lo pra outra? Ele tá sofrendo, coitado! Você está bem decidida, ele destroçado, precisa de nós!
Aí estão algumas das frases mais comuns dos amigos que antes eram 'nossos amigos' e que agora parecem que definiram por um lado. Ahh sem contar o churrasco que você quiser aparecer é bem vinda, mas esteja ciente de que ele vai!!! Era só o que me faltava!!!
Sim, imagino como muitas mulheres que tomaram essa decisão passem por esse momento. De se sentirem traídas, desamparadas. Acho que este momento político se mostra bem isso, até mesmo amigas que te viram chorando, marcada, quase morrendo, agora apoiam o macho 'alfa' junto com os maridos e tudo continua igual. Você quem quis sair e não reconheceu a mudança!!! Então no fundo até mesmo as mulheres são MACHISTAS.
Mudança??? Qual mudança? Alguém que ao menor sinal de contrariedade demonstra que pode te machucar? Alguém que a todo momento fica testando sua fidelidade, seu amor, sua dedicação e se você não busca um mero copo d'água é porque já não ama como antes... Genteeeee eu cansei!
Estou destruída emocionalmente, sem rumo! Mas não desisto nunca, estou procurando o caminho pra me encontrar, me achar, confiar novamente em mim  mesma!
Os momentos de solidão são companheiros agora! Procurar o equilíbrio! Esta é a questão! Deixar quem não te aceita como é! Afinal, sempre não foi por você! Sempre foi por eles mesmos!!!!

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Eu nunca quis seu mal. Será?

"Eu nunca quis seu mal"

Essa foi a frase que ouvi hoje após atender o telefone de um número de orelhão de Paulínia.
Ahhh... nunca quis.

Quebrou o vidro traseiro do meu carro com um paralelepípedo...
Sumiu e deixou seus filhos pequenos sob meus cuidados...
Me deu um tapa...
Foi embora, mas dizia que me amava...
Quebrou meu apartamento
Pulou a janela...
Pediu para que eu não  fosse convidadas para eventos...
Sumiuuu... horas e horas de bar...
Eu fiquei sozinha...
Fiquei acordada...
Fez churrasco com a carne que eu comprei na casa de outra...
Disse que me amava...
Sumiu... fiquei sozinha...
Ligações... orkut... mensagens
Me empurrou...
Saiu sangue do meu nariz...
Quebrou meu carro...
Fiquei sozinha...
Foi viajar...
Saiu com a garota da escola...
Mudamos de casa, fiquei sozinha...
Noites em claro...
Me machucou com a chave do carro..
Eu que provoco...
Quebrou a porta, o vitrô...
Furou o pneu do meu carro ...
Me deixou...
Mudei de casa...
Eu te amo... me ajuda...
Você  me irrita...
Sua filha não  me respeita...
Quebro tudoooooo...
Vou embora...
Te amo...
Bati o carro por sua causa...
Tirei sua Unimed...
Vou embora...
Ninguém te quer...
Você não  tem valor..
Te amoooo...
Não  seja insensível, você é  a mulher da minha vida
O que é  isso na sua calcinha?
Com quem você conversa?
Com quem você sai?
Me prova
VAI EMBORAAAAA...
Ou me aceita ou quebro tudo...
Vou entrar... Mirnaaaaaaaaaa

E eu??? Vou vomitar: "Eu nunca quis seu mal"😟😟😟😟😟😟😟😟


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Vida do avesso

Eis me aqui, depois de quase um ano e meio, de a este espaço para falar sobre o meu modo de ver o mundo. 
Essa vontade de voltar a escrever me veio quando me deparei com o meu currículo, isso mesmo, após 8 anos e meio voltei a preparar currículos. Foram muitos disparados. Tive orgulho dele, mas em um determinado momento percebi que me faltou dedicação ao Inglês. Por que? Os bons cargos exigem inglês fluente. Aff!
De repente minha vida virou de cabeça pra baixo, aos 40 anos, com uma carreira que eu acreditava estar solidificada, desmoronou. Parece que tudo voltou no tempo dos meus 20 e poucos anos de idade.
As certezas profissionais que eu tinha, já não as tenho. As pessoais, piorou! Parece que, de certa forma, estavam moldadas sobre as profissionais. Assim não me restou muito!
Claro que a força de uma criança de 11 anos, minha filha, é a única coisa que salva nesse emaranhado que virou minha vida. Tem horas que ela parece ser mais madura que eu! Ainda bem!
Amizades, só as sinceras permanecem! Muitas eram apenas conveniências ou até mesmo uma admiração disfarçada de inveja. Algumas pessoas temem minha presença. Ou seja, para muitos, sem dinheiro e sem status você não é nada. Melhor assim! Vou descobrindo outros valores. Pessoas que nem esperava que acreditassem no meu trabalho, estão acreditando. Dando a maior força!
Relacionamento, vai de mal a pior! Parece que em muitos casos o status conta muito também. Aí eu me pergunto - Será que estava tão focada no trabalho que não enxergava a dimensão do problema que tenho nessa área. Pirei!
Onde vou? Ainda não sei! A única certeza que tenho que quero de volta a leveza da alma, a alegria no coração, o sorriso nos lábios e a que de tudo isso confio que este aprendizado tá difícil, tá doendo, mas será mais uma história que eu poderei contar no futuro.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Insônia, chá amargo do meu 'eu'

Dor, medo, incertezas, constrangimento, ingratidão, muita coisa misturada. Tudo por conta de uma opção errada, ou várias, eu poderia dizer.
A insônia é apenas um chá amargo desse momento em que o consciente e o inconsciente brigam dentro de mim para saber quem está com a razão.
Seria um pagamento de uma dívida que contraí aqui mesmo? Pensei que era uma oportunidade de ser feliz, de parar de recolher migalhas. Mas não, era algo que devoraria o que havia de mais doce em mim, que havia de mais alegre em minha alma.
Dor sublime que norteia meus pensamentos, que não me deixa descansar.
Sei que apesar  de tudo há algo em mim chamado 'esperança e fé', isso é sem explicação, mas não é a fé e a esperança da mudança dos outros, mas a mudança que pode haver dentro de mim, por conta da 'peça' que me lapida. Dói ser lapidada, não no sentido muçulmano que representa uma pena, mas com o objetivo de após todo o processo de remodelagem, ser uma nova pedra preciosa.
Mas que dói, dói.
Essa certeza é que me faz seguir em frente!

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Meus 38 anos

Há quanto tempo não passava por aqui, pelo menos para escrever algo.
Hoje, dia em que completo 38 anos me sinto à vontade de voltar a esse espaço não para divulgar nada, nem falar do meu trabalho, mas para fazer uma análise de mim mesma. Se crítica ou não, ainda não sei precisar.
O que sei é que hoje me sinto mais triste que feliz. Claro que vão dizer que sou ingrata com a vida com Deus, com a vida, mas não sou.
Sei que minha tristeza é fruto de minhas escolhas, mas neste momento passo por um turbilhão de sentimentos, estes não muito agradáveis.
Primeiro, me sinto perdida, sem um objetivo concreto no que diz respeito a minha vida pessoal. Não sei mais o que vale a pena, se tenho estrutura para aprender a ter paciência. Não gosto de depender da vontade dos outros, dos sentimentos de outrem. Sempre soube o que queria e se os outros não gostavam, bastava risca-las da minha lista de contatos e da minha vida.
Mas hoje me encontro refém de um sentimento que confunde a minha existência. Me sinto como se tivesse que provar algo a todo momento, como se fosse uma criança que tem que provar pra mãe que não fez arte, que só estava 'brincando', tentando ser feliz. Parece até que eu quebrei alguma coisa, assim como acontecia quando eu era criança e acabava apanhando. Hoje 'apanho' da vida, das amarguras que vivem em meu coração.
Hoje tanta gente tem me parabenizado no Facebook, sei que alguns apenas porque a ferramenta avisa e outros pq se sentem à vontade em fazer isso mesmo. Estou muito grata! Algumas mensagens me emocionaram profundamente.
Minha filha me abraçou e me beijou hoje de manhã e com os olhos me disse o quanto sou importante pra ela. Eu a amo infinitamente.
Mas ainda me questiono: Por que essa sensação de que está faltando algo? Será que estou exigindo muito da minha vida? Será que se sentir infeliz faz parte do processo de viver nessa terra?
E a dor de estômago??? Essa me acompanha há algum tempo, nos últimos dias com maior intensidade...
Sou muito grata pela minha saúde, pela minha condição e sei que a luta é diária, que não posso cruzar os braços. No entanto, me sinto meio 'apagada', como se algo quisesse me sufocar a todo momento e eu tenho que sair correndo... Incrédula? Não sou, sei que estou aqui porque Deus me preparou para isso.
Mas será que eu estou sem paciência para alimentar minha própria felicidade? Será que o processo de conseguir a sabedoria dói tanto assim e bate de frente com tudo que sempre acreditei que fazia parte de mim?
Muitas dúvidas para o dia em que se comemora a data do seu nascimento... Aff!

terça-feira, 19 de julho de 2011

Um dia após o outro

Há muito tempo não me sentia assim... estou mais confiante me mim mesma. (as vezes cobro muito de mim). Passei por turbilhões, tempestades, pelo deserto, por mares. Cheguei bem perto do sol (a ponto de explodir) e voltei à Terra. Chorei, sorri, tive insônia, dor de estômago, me automutilei (espremendo todos os cravos da minha testa), gritei, fiquei quieta, pensei, pensei, dormi para não pensar mais, levantei e caminhei. Teve dias que pedi a morte, outros pedi mais tempo para viver. Em uns dias preparei a mudança e em outros fiquei aqui quietinha, escondida, com medo do mundo.
Tudo isso passei por causa de um Amor... fiquei sensível e às vezes dura feito pedra. Prometi tantas vezes escrever meus sentimentos e depois desisti.
Hoje tenho que tentar controlar as emoções. Está tudo bem e sei que tenho que viver um dia de cada vez, mas é difícil não temer que as coisas possam mudar para pior. Ao mesmo tempo, tenho uma fé de que as coisas vão melhorar a cada dia. O que é preciso é procurar o equilíbrio, sentir-me mais segura, me amar muito e continuar amando as pessoas intensamente assim como só eu sei fazer...